WALLACE ANDRADE

Após um breve recesso, estamos retomando com nossos artistas pretos que tanto enriqueceram o ano de 2018.

Na certeza de quem em 2019, continuaremos a ver nosso povo lançando luz pelos caminhos em que trilharem e que apesar das adversidades que no cercam e que com certeza serão recrudescidas pelo atual quadro político administrativo, chegaremos ao final do ano com saldo positivo.

Com certeza não é obra do acaso a semelhança que reina no universo dos artistas que estão participando de nosso projeto.

Negros, periféricos, de famílias pobres, todos enfrentaram inúmeras barreiras durante sua trajetória.

Para Wallace Andrade, não foi diferente. Crescido na periferia do Grande ABC, Wallace acalentava desde infância o desejo de seguir o mundo da arte.

Graduado em jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, Wallace tem uma carreira rica e diversa com inúmeros trabalhos no mundo da comunicação e da arte.

Fundador e sócio proprietário da ENTRENÓS PRODUÇÕES AUDIOVISUAIS , professor de teatro da SECRETARIA DE CULTURA DE CAJAMAR,

Como ator participou de vários projetos, como: Cia Art’Manha, Teatro Escola Macunaíma, Teatro do Incêndio, Os Levianos e recentemente atuou no musical É SAMBA NA VEIA É CANDEIA.

Falar de Wallace não é tarefa fácil, por isso encerro esta postagem com um texto de Wallace, publicado em sua página do Facebook em 03 de janeiro ultimo.

“Eu não tenho escrevinhado durante esses tempos, escrever tem me machucado, por isso tenho tentado seguir em silêncio. Negociar com as palavras me tira os sentidos, faz o meu sorriso doce trepidar de ódio em meio à pureza do desconhecido. Essa tensão toda colocada em cada letra que se faz sem permissão em meu toque me deixa puto. Melhor seria escrever sem pressão interna sobre as horas entre o ontem e o amanhã, descrevendo com habilidade os grandes templos sagrados da Mesopotâmia, vendo as letras se espalhando eufóricas para redesenhar as nuances que formam as Auroras Boreal, mas não. Meu corpo se contrai ao tentar negar o presente que vivo toda vez que escrevo, é como se as vozes que me perseguem durante minha incursão com a caneta bradasse raivosamente a cada tentativa de seguir o caminho inverso. Viver o hoje tem sido doloroso, mas mesmo em silêncio tenho escrito minhas passagens pelo agora, para que no amanhã elas possam ser rescritas, organizadas e compartilhadas em calmaria”.

Abaixo algumas fotos do artista preto Wallace Andrade.

 

Osmar Moura

Janeiro de 2019

2 comentário(s)

Parabéns irmão, sou grato por ser seu amigo. Felicidades, nunca se esqueça do que as professoras te disseram, mostre para todas que elas estavam erradas pelas palavras que disseram. Felicidades irmão
S2

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