SALVE JORGE

SALVE JORGE

Na mesa reco-reco, agogô e tamborim,

Nas mãos o tilintar das platinelas do pandeiro,

Nos olhos o brilho de uma alegria sem fim,

No nome carrega a força do santo guerreiro.

 

Com sua mãe, Dª. Neide Sampaio conheceu o samba da azul e branco da Vila Matilde, com a tia Nancy, descobriu a preto e branco do Bexiga e assim o mundo do samba se descortina para mais um futuro sambista.

Jorge Luiz Garcia, ou Jorgera para os amigos, um cidadão tipicamente paulistano, corintiano apaixonado, natural da zona leste de Sampa, cresceu no seio de uma família na qual o samba pulsa firme e forte em suas veias.

Sua mãe, uma mulher sempre de bem com a vida, carrega no peito um carinho especial por sua querida Nenê de Vila Matilde. Ouvir Neide falar da Nenê, é ouvir uma declaração de amor ao samba, é ouvir o próprio samba.  O mesmo acontece com sua tia Nancy Sampaio, uma fiel frequentadora da quadra da Vai Vai no boêmio bairro do Bixiga.

Crescendo entre duas damas do samba, o menino vai se fazendo sambista. Aos poucos Jorge ia assimilando o que via e ouvia, dando vazão à suas habilidades com o ritmo.

Na adolescência, sua relação com o samba, já não se restringe ao ambiente das quadras, Jorge passa a frequentar várias rodas de samba pelos bares da região, ocasião em que descobre o samba de terreiro, tornando-se assíduo frequentador dessas rodas.

O contato com sambas dos grandes mestres, interpretados em alta fidelidade, ratificam definitivamente o seu interesse pelo samba. A batucada contagiante e os sambas envolventes estimulam Jorge a se dedicar intensamente ao aprendizado do velho e bom samba.

Em pouco tempo deixou de acompanhar o samba na palma da mão pelo lado de fora, para tocar seus instrumentos como integrantes das rodas que tanto admirava.  .

Bem recebido em rodas consagradas, como Samba de Terreiro de Mauá, Glória ao Samba, Terra Brasileira. Jorge também é integrante do Batuqueiros e Sua Gente que recentemente lançou o disco FRANCINETH & BATUQUEIOS, com participação de Zeca Pagodinho.

 

 

 

Osmar Moura

Fevereiro de 2019

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