DEZ ANOS DE GLÓRIA - Canto Negro

DEZ ANOS DE GLÓRIA

UMA DÉCADA DE BONS FRUTOS

Já comentei em algumas ocasiões e repito agora. Apesar de nutrir grande simpatia e admiração pelo poeta, não posso refutar meu incomodo por sua frase menos nobre.

Em uma atitude não louvável para um diplomata, o virtuoso e respeitado poeta cometeu dois equívocos. Primeiramente  túmulo é para mortos e o samba por vezes agonizou, mas sempre sobreviveu. Em segundo a terra da garoa está mais para berço, haja vista a legião de mestres na arte de compor e interpretar, que  se renovam continuamente cá por estas bandas.

O samba pulsa tão firme e tão forte na veia do paulistano, que nas últimas décadas inúmeros mestres cariocas passaram a nos visitar amiúde e se enamorarem não só pela cidade e seus encantos, mas também pela obra de nossos sambistas e pelo rico conhecimento dos nossos amantes de “Sua Majestade o Samba”

Dentre tantos músicos, compositores, pesquisadores e interpretes que trabalham em prol da valorização e preservação de nossas pérolas, destaca-se o grupo Glória ao Samba, um rico celeiro de apaixonados sambistas, que se dedicam carinhosamente em defesa e promoção dos grandes mestres e suas imortais obras, muitas das quais poderiam desaparecer, não fosse o meticuloso garimpo destes jovens operários do samba.

Hoje (10 de dezembro de 2017), o Glória ao Samba comemorou dez anos de estrada. Como não poderia deixar de ser, a data foi celebrada com uma grande roda de samba,  coroado com  a notificação do nascimento do INSTITUTO GLÓRIA AO SAMBA e selada com a ilustre presença de três importantes personagens do mundo do samba; os senhores Luis Carlos Magalhães, atual presidente da Portela,  J. Muniz, renomado pesquisador do samba e o crítico musical José Ramos Tinhorão.

As fotos abaixo dão uma pequena mostra do que foi o evento.

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